18.7.10

40k inova a publicação de ebooks: contos, novelas e ensaios em várias línguas

Primavera italiana. Em um café da manhã em Milão Marco Ghezzi (ex CEO da Apogeo), Marco Ferrario (ex CEO da Sperling & Kupfer) e Giuseppe Granieri (professor e pesquisador em cultura digital da Università di Urbino Carlo Bo)  decidiram fazer algo novo no mercado editorial online.
Os três, também escritores e colaboradores de sites sobre comunicação, vinham há muito tempo acompanhando e discutindo a transição da publicação de livros para o suporte digital. Pensavam em novos formatos para os títulos e na possibilidade de publicá-los em várias línguas.
Em comum a idéia de caracterizar os textos em cerca de quarenta mil caracteres de "narrativa". Assim surgiu o 40k Books, um site que organiza livros de diferentes idiomas e mercados, com proposta colaborativa.

      

Eu presto atenção em tudo que Giuseppe Granieri pensa e faz no mercado editorial on e offline. É um dos meus ídolos acadêmicos e, agora, graças às redes sociais, meu amigo. Conheci o professor Granieri através de Marcos Palacios, que me emprestou La società digitali (2006), leitura obrigatória para quem se interessa pelo comportamento dos usuários da internet.
Desde então leio o que ele produz e acompanho seu movimento como pesquisador. Umanità Accresciuta (2009) é hoje um dos livros de cabeceira, também fundamental para quem estuda as transformações da vida social, afetiva e emocional com o advento da internet e das redes.
O site 40k é resultado de um pensamento inovador sobre uma forma de interação, produção e distribuição de conteúdo cultural. Gostei tanto da idéia que uma troca de e-mails com o professor Granieri para saber mais virou uma pequena estrevista, que achei importante reproduzir aqui. Vejam lá e participem também do projeto. 

10.7.10

Mobile Marketing: conceitos, aplicações e tendências

No título, link para o post no site Intermídias. O tema é parte da ementa da disciplina "Novas Tecnologias em Comunicação", que estou ministrando na Pós-Graduação em Marketing e Publicidade Digital da Faculdade Dois de Julho.
Dinâmico e instigante, o conjunto de possibilidades de ações de branding através de aplicativos nos dispositivos móveis é ainda uma tendência no Brasil, com iniciativas pontuais, mas uma realidade nos Estados Unidos e Europa, que já garante uma fatia interessante da verba destinada à publicidade pelas marcas.
A apresentação do pesquisador Ian Souza, meu convidado para tratar do assunto na sala de aula é recheada de cases interessantes. Um dos meus preferidos é o da Layar para a Mazda, utilizando o QR-code. Vale a pena dar uma conferida:




17.4.10

Escolhas

Sempre me pergunto porque as campanhas de utilidade pública no Brasil minimizam a seriedade do problema ou suas consequências e não canso de repetir este assunto aqui no blog. Esse nosso estigma de país do Carnaval, de gente feliz e saltitante, que bebe para comemorar e para esquecer, com aquele eterno "apesar de" nos deixa - Estado e população - com uma certa vergonha em expor as feridas. Hipocrisia.
Quando falo em feridas, falo no número de vidas que se perdem por falta de atitude. De um lado e de outro. A comunicação dos poderes públicos é sempre  muito discreta e pouco enfática quando se busca a provenção através da educação ou da exposição dos resultados.
E, no mesmo caminho, as campanhas publicitárias são inócuas e indiretas, frias demais para um público que insiste em manter-se com venda nos olhos e não quer testemunhar a crueza que, invariavelmente resulta em mortes precoces e famílias destruídas. "Nunca vai acontecer comigo". Vai, sim.
Um dos problemas recorrentes que são minimizados é o de mortes no trânsito, principalmente pelo uso de alcool e drogas. As estatísticas continuam apontando índices alarmantes.
Este comercial da TAC (Transport Accident Commission) teve um efeito drástico na Inglaterra. É do ano passado e só agora recebi na íntegra, via e-mail de Marcos Palacios:



As imagens não perdoam. A trilha do REM comove. A edição abre as feridas de uma forma que pode parecer dura e agressiva à sociedade. Não poupa ninguém. Nem os culpados nem as vítimas. Estão ali todos os perfis representados.
Depois desta campanha diz-se que 40% da população da Inglaterra deixou de usar drogas e se alcoolizar nas datas comemorativas, pelo menos. É um dado exagerado? Talvez. Mas o impacto do filme é duradouro e é isso que importa, independente do lugar ocupado por quem se vê nas muitas histórias.
Enquanto isso, no Brasil ainda estamos na era das campanhas lúdicas, da folclorização e do humor como argumentos para se mostrar algo tão sério. Comparemos. Por aqui vamos ouvindo cavaquinhos, matando, morrendo e perdendo.